quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Festa da Primavera 2011

Nos dias 24 e 25 de setembro de 2011 tivemos mais uma edição da já tradicional Festa da Primavera. No sábado, a celebração aconteceu no Instituto Oca do Sol; no domingo, no ritmo das águas, a festa rolou na cachoeira do Córrego Urubu.

Bom... a cachoeira, por si só, já é uma festa. Mas, além dela, desfilaram muitas atrações.

Os preparativos começaram cedo, e a Chácara Muricy abriu seus portões para receber colaboradores e convidados. Na foto acima, o Leo.

O Homero Bernardes compartilhou a arte do Chi Kun, promovendo a boa energia e a saúde da galera.

A Cida, com dinheiro arrecadado na comunidade, foi às compras. E a mesa do café da manhã foi farta e abundante até o fim do evento.

Depois foi a vez da Elisa, que pôs todo mundo a sorrir e a girar, numa gostosa Dança Circular.

A Andreia Luiza, com um grupo do Sítio Beija-Flor, tocou e encantou.

O Aladim, da Oficina Cultural Raízes - www.oficinaculturalraizes.blogspot.com - trouxe seu grupo de capoeira e fizeram emocionante apresentação. A roda esteve aberta, e ao som das palmas, do berimbau, do pandeiro e do atabaque, muita gente pode mostrar o seu gingado.

Ensaiadas pelo professor Aladim, um grupo de crianças do Varjão apresentou belíssima Puxada de Rede.
O Aladim vai reiniciar as aulas de capoeira no Córrego Urubu, o fone para contato é 8624-5966.

Na sequência, Marina Mara abriu o verbo, com suas instigantes poesias. Abaixo, um trechinho, só prá dar um 'gostinho':

"hoje comi macdonald's
pedi meu castigo pelo número
e mesmo sabendo ser efêmero,
fui fast e me food."


Fechando a festa com chave de ouro Andrea dos Santos, acompanhada do violonista Gabriel Lourenço, convidou todos a cantar e dançar, celebrando a Primavera numa chuva de Fulô que caía do céu.

Para o sucesso desta 9ª edição da Festa da Primavera colaboraram muitas pessoas além das já citadas acima:
O Beto segurou a onda do som, no equipamento emprestado pelo Astiko.
O Leandro foi quem arrumou junto à Administração do Lago Norte toldo, mesas e cadeiras.
O Zé Furquim fez o papel de 'mestre de cerimônias'.
O Alexandre, que aparece nas fotos com seu brilhante uniforme de brigadista, foi responsável pela decoração.
A Jul, além de contribuir com as faixas, trouxe vibração e alegria.
E eu - Mangala - que fiquei no 'meio-de-campo', peço desculpas se esqueci de citar alguém e aproveito para agradecer a todos que vieram somar com sua presença, garantindo o sucesso deste evento.

E que 2012 nos aguarde!

terça-feira, 1 de março de 2011

Visita do COSE-Paranoá à cachu do Urubu

No dia 03 de fevereiro a cachoeira do Urubu recebeu a visita de aproximadamente 50 crianças do COSE-Paranoá.
Elas foram levadas até lá por Alan Jacob e Leandro Casarin, professores da instituição.
O Alan (Abacate) mora no Ilumina, no Córrego Palha e o Leandro é morador do Córrego Urubu.

Passando pelo Ateliê Anjico, a caminho da cachoeira, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da geografia da micro-bacia, através da visualização do mapa da região.

Alan, do meio da roda, explica o que é o COSE...

"O COSE - Centro de Orientação Sócio Educativa - é um equipamento da Secretaria do Desenvolvimento Social e Transferência de renda do GDF. Recebe crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social com o objetivo de fortalecer os vínculos familiares e comunitários. Lá desenvolvemos várias atividades: Arte, Meio Ambiente, Esporte e Lazer, Dinamização e Informática. Outras atividades são realizadas em parceria com ONGs: percussão, teatro, etc. Todas as atividades tem como foco a educação social e o desenvolvimento humano."

... e manda seu relato:

"A visita à cachoeira do Urubu, com o nosso grupo de crianças e adolescentes, representou uma aproximação mais direta com a natureza e seus reinos, além de ser mais uma possibilidade de acesso e reconhecimento da nossa cidade e do seu bioma. Ademais, estas saídas coletivas estreitam e fortalecem os nossos laços de amizade e companheirismo e proporcionam um momento bem saudável de deleite e lazer para as nossas crianças. Levamos mudas do cerrado e sementes para plantio que, por fim, batizaram esta experiência."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mutirão de plantio

Mudinhas chegando, galera feliz!

Domingo, 23 de janeiro, foi dia de Mutirão. Desta vez foi prá plantio: das mudas produzidas no Viveiro comunitário -Berço do Urubu, numa área desbarrancada do Córrego, um pouco abaixo da cachoeira.
Galera e mudinhas atravessando o Córrego.
Este trecho já esteve bem pior, mas graças a outros mutirões, coordenados pelo Juan, uma barreira de pedras foi colocada para amortecer a força das águas.

Lila e Elisa em ação. (A Elisa coordena o Viveiro- que fica no Sítio Beija-Flor)

Vieram mais de 20 pessoas, e além das mudas do viveiro, muita muda apareceu.
Ninguém contou direitinho, mas estima-se que foram quase 200.


Olha o cuidado do Manu com a mudinha da paineira!

A Rita veio de longe!

A Mariana é guerreira
e mora perto da cachoeira.
Transformou um pequeno quintal
em agro-floresta de primeira.
De lá prá cá, muito sol... e o jeito é acudir as plantinhas.
Até as crianças em 'Férias no Ateliê Anjico' entraram na molhação.
Dê a sua contribuição!
Quando for dar um mergulho na cachoeira, aproveita prá molhar uma mudinha.
Ipêzinho feliz!








sábado, 26 de dezembro de 2009

Gestão do Salve o Urubu!

O Movimento Salve o Urubu! nasceu a partir da iniciativa de alguns moradores da micro-bacia, dispostos a cuidar de forma permanente e constante do Córrego Urubu e das outras riquezas naturais da região.

Já na preparação da Festa da Primavera de 2007 instituímos uma reunião semanal para tratar dos diversos assuntos de interesse do grupo. Estas reuniões têm acontecido regularmente até hoje, com direito a férias em janeiro, que ninguém é de ferro.


Para a organização do grupo foram realizadas reuniões de Planejamento Participativo. Na primeira, realizada em 06/04/2008, foram tiradas as principais linhas de atuação do Movimento:

· Cuidado com a água

· Integração da comunidade

· Ocupação sustentável

· Regularização fundiária

·Desenvolvimento Humano


Na última reunião de Planejamento, em maio de 2009, foi eleito um Conselho Gestor, formado por cinco pessoas: André Miccolis, Consolación Udry, José Roberto Furquim, Mangala Bloch e Solange Sato.

O ‘tempo de validade’ do Conselho já se esgotou e no início do ano que vem (voltamos a nos reunir no dia 26 de janeiro) faremos uma avaliação para definirmos os próximos passos quanto à gestão do grupo.


As reuniões acontecem todas as terças-feiras, às 19, no Instituto Oca do Sol e são abertas a todos os interessados em participar deste Movimento Permanente de Preservação do Córrego Urubu.

Maiores informações pelos fones: (61)8465-8541(Mangala) e 9236-7121(Solange).

Seja bem-vindo!

E, Feliz 2010 para todos!


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pré-História do Salve o Urubu!

Festa da Primavera na Cachoeira do Urubu, nos anos 90.
É sempre bom lembrar que o Salve o Urubu! Movimento Permanente de Preservação do Córrego Urubu nasceu em setembro de 2007, mas que há muito tempo a comunidade local já se movimentava e organizava em torno dos mesmos temas – cuidado com o meio-ambiente, regularização, etc. - em diversas associações, chegando a formar a Federação Ambientalista do Urubu.
A novidade trazida pelo Salve o Urubu! é o compromisso com um trabalho constante e permanente.
Nesta postagem vamos relembrar momentos dessa ‘pré-história’:
Vale a pena ressaltar o trabalho do ‘Seu’ Newton à frente da ANRU-Associação dos chacareiros do Núcleo Rural do Córrego Urubu, que aliado às associações dos outros Núcleos muito tem batalhado pela regularização da nossa região.

Luciano Astiko incorporando a Dona Zefa: educação ambiental com arte!

Várias festas foram realizadas na Cachoeira do Urubu nos anos 90, trazendo políticos, ambientalistas, moradores e artistas para celebrar a Primavera, as águas e chamar a atenção para os problemas que já ameaçavam o córrego.

“Salve o Visual” foi um evento realizado em 1998 pela FAU e outras associações ambientalistas, em defesa da área das cabeceiras dos córregos da micro-bacia. O grupo Carroça de Mamulengos esteve presente de corpo e arte.


O Canto do Urubu é um precursor do Urubu Correio. Nesta foto, uma edição de maio de 1998.


Pessoal do ‘Se Liga Galera’ na cachu do Urubu.


E quem lembra da ponte sobre o Córrego Urubu, que havia logo acima da cachoeira e que foi levada pela força das águas?






terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mais um Mutirão no Berço do Urubu

O viveiro ganhou jardim novo, próximo à porta de entrada.
Sábado, dia 5 de dezembro, aconteceu mais um Mutirão no Viveiro Comunitário Berço do Urubu, que está situado no Sítio Beija Flor, na margem direita do Córrego Urubu.

Neste encontro a novidade foi a oficina de Rejane Chaves, que está concluindo a graduação em Biologia-Licenciatura no UniCEUB com um trabalho que tem como foco a "Produção de mudas em Viveiro Comunitário no Núcleo Rural Córrego do Urubu-DF" - o nosso Berço do Urubu.

No início da oficina os participantes responderam a um questionário a respeito de seu conhecimento sobre as 'matas de galeria' e sua importância para a preservação e manutenção dos recursos hídricos.
Rejane trouxe várias sementes e fotos das árvores que representam as espécies destas matas, para ilustrar sua fala.

Depois fomos coletar sementes...

... preparar o substrato para encher os saquinhos ...

... para finalmente, embalar as sementes em música, antes de colocá-las na terra.

As crianças do Córrego Urubu marcaram presença no Mutirão, e participaram de uma oficina paralela, coordenada pela Elisa e pela Mari.
A música esquentou o encontro, contrabalançando a chuvinha fina, que também fez questão de comparecer.

Só posso dizer que foi bom demais!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Rumo à foz

"O Córrego Olhos D'água deságua no Urubu,
o Córrego Sagui deságua no Urubu,
o Córrego Urubu deságua no Torto
e o Ribeirão do Torto vai para Paranoá"
(prá cantar com a melodia do Riacho do Navio...)

Dia 29 de novembro, um domingo, realizamos mais uma expedição para conhecer de perto a realidade dos córregos que formam a micro-bacia do Córrego Urubu. Desta vez fomos da Cacheira à foz do Córrego Urubu, onde este se encontra com o Ribeirão do Torto, que abastece o Lago Paranoá.

Passamos por baixo da ponte sobre o córrego, o que nos fez lembrar da Bronilda que, se ainda fosse viva, certamente estaria conosco no Movimento. (Prá quem não sabe, a Bronilda morava debaixo da ponte, antes da duplicação da via.)

A parte lá de cima do Urubu é bem preservada, pois a declividade do terreno junto às margens do córrego impede a ocupação e dificulta o acesso. Abaixo da cachoeira a realidade é outra e chegamos a encontrar casas bem na margem do leito.

Depois de passada a ponte, pudemos constatar o acúmulo de sedimentos, que provoca o assoreamento do curso d'água.

Em muitos trechos observamos o desbarrancamento nas margens, resultado da ausência da mata ciliar.

Uma bela surpresa: Em dois trechos da trilha encontramos pegadas de capivara.
Viva a vida, salve a bio-diversidade!

E finalmente chegamos à foz, onde se dá o encontro com o Torto, que deságua no Lago Paranoá, que faz parte da bacia do Paraná, que faz parte...